Uma Lição Em Vida!!

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Neshama do Yehudi é comparada a uma vela, que tem uma faísca divina, a qual emana luz e permanece acesa até o momento em que ele deixa fisicamente este mundo.  Na vida, muitas vezes nos arrependemos de coisas que fizemos ou daquelas que deixamos de fazer e ainda existem aquelas que gostaríamos de ter feito de outro jeito. Em todas estas ocasiões, D-us se apieda de nós e nos dá uma nova chance para reescrever a história até o último momento.  A vida deve ser vivida de maneira intensa, porém pensada, pois sempre dá tempo de se arrepender, mas nem sempre dá tempo de agir. Udi teve uma grande ideia e foi abençoado com o tempo suficiente para iluminar os outros , através desta carta, a que reajam e corrijam seus erros conseguindo assim, se perdoar e ser perdoado...

 

Shalom Eran

 

            Quando você ler estas linhas, eu não estarei mais com vocês. Eu me encontro, neste instante, muito longe de você, em um outro mundo. Espero que as coisas que você lerá não lhe tragam sofrimento, e que você consiga se sobrepor e ter forças para voltar aos trilhos de sua vida o mais rápido possível. Mas há certas coisas que senti, que eu simplesmente sou obrigado a te contar.

            A apenas algumas horas, terminou a festa de aniversário que vocês fizeram pra mim no hospital. Foi tão bom ver toda a turma que veio me visitar e a alegria foi imensa. Quando nos despedimos, você me perguntou. “OK Udi, então quando é que vamos nos ver de novo?”. Pensei nisso com um sorriso falso que escondia a tempestade que tranmscorria dentro de mim. “Viveremos e veremos...”. Será que agora você realmente entende o sentido dessas palavras?

            As coisas pelas quais eu passei nos últimos 3 mêses (curtos), eu não desejo para nenhum homem no mundo. Eu lembro como se fosse ontem. O dia em que sentávamos, eu, meu pai, e minha mãe, na sala de espera do Prof. Steinberg e esperávamos que nos informasse os resultados do exame. Desconfiávamos que havia algo de errado com a minha saúde, pois há muito eu reclamava de dores nas costas no último meio ano, mas nunca passou pela nossa cabeça que o problema poderia ser tão grave. O professor veio até nós, na sala de espera, olhou nos olhos do meu pai e minha mãe e depois me observou de uma maneira estranha por uns longos segundos. Seu rosto não revelava qualquer coisa e ele então pediu para que meus pais o acompanhassem. Eu me surpreendi que ele não me chamara, mas em seguida ele se virou para mim “Daqui a pouco já te chamo, meu irmão”. Esperei sozinho na sala de espera e num silêncio profundo tentava ouvir o que se passava lá dentro. Nem bem passou um minuto e um grito de minha mãe rompeu pelo ar “Não pode ser doutor, aqui existe algum engano! Isso não é possível! Vocês devem examinar mais uma vez!”. Depois de dois minutos que pareceram o infinito, o doutor também me chamou para que eu entrasse. Minha mãe estava sentada na cadeira tremendo, e meu pai, ao seu lado, estava tão branco como a parede atrás dele. O professor pediu que eu sentasse. “Udi, eu sinto muito, mas você tem um tumor nas suas costas”.

            Naqueles meses passei por vários tipos de tratamentos, dietas, quimioterapias. Não sei o que eles fizeram contra o câncer, mas eu fui destruído. De um jovem feliz e brilhante, cheio de independência e vida, virei um vaso quebrado, abatido, perdi meus cabelos e enfraqueci muito.

            A última esperança era uma cirurgia demorada de 6 horas com 5 médicos. Mesmo que ninguém me dissesse isso sabia que minha vida dependia do resultado dela.

            Quando acordei da cirurgia, no quarto de recuperação vi meu pai e minha mãe de pé ao meu lado. Senti-me bem, especialmente. Meu pai sorriu e me disse “Parabéns Udi, hoje é o seu aniversário”. De repente, lembrei. Devido a todos os tormentos que passara havia esquecido que tinha um aniversário. Hoje eu tenho 17 anos.

            A noite vocês chegaram, para celebrar comigo. Foi uma surpresa muito agradável e fiquei muito feliz depois de tanto tempo que não nos víamos.

            No meio da festa, o Prof Steinberg entrou no quarto. Pelo visto ele não queria acabar com a festa, então pediu que meus pais saíssem do quarto. Dentro a festa continuou e o barulho não me deixou ouvir o que eles conversavam. Vocês continuaram a festejar, Eran, mas o meu coração já estava em outro lugar. Sabia que eles discutiam os resultados da cirurgia. Sobre o destino de minha vida. Depois de alguns instantes minha mãe voltou para o quarto, pálida e tremendo. Meu pai que tentava acalmá-la parecia, ele próprio, prestes a desmaiar, mas eles não disseram nada. Entretanto eu já havia entendido. Sabia que eles tentavam esconder o que se passava dentro deles. Eles forçaram um sorriso e meu pai disse a todos “Por que pararam, pessoal? Continuem! Continuem!”.

            A turma estava ocupada, uma parte comendo e a outra cantando músicas de aniversário e nem perceberam o que acontecia. Quando o pessoal que cantava chegou às palavras “Ken tizkê, leshaná habaá, ad meá veesrim shaná”, (“que assim logre, o próximo ano, até os 120 anos”), os olhos de minha mãe se encheram de lágrimas e parecia que ela ia explodir em choros. Meu pai a olhou com um olhar de consolo, ela saiu correndo do quarto, e meu pai, rapidamente atrás dela.

            Peço desculpas Eran, se eu te encho com descrições chatas. Você sabe que eu odeio fazer isso. Mas eu simplesmente estou tão cansado agora que me é difícil trazer o que eu realmente queria falar.

            Agora tudo está quieto.

            A festa acabou e todos se foram. Meu pai foi levar minha mãe para casa e daqui a pouco estará de volta para passar a noite comigo. Agora estou sozinho, fazendo o que eu fiz muito durante esta última época:

            Pensando....

            “Sobre o quê?” – você deve se perguntar.

            Sobre o que não? Tantas coisas passam pela minha cabeça que eu simplesmente não sei por onde começar.

            Mas de qualquer forma tentarei.

            Faz uma semana, veio aqui o Frishman. Lembra dele? Yechezkel Frishman, o nosso professor de biologia? Aquele que nós sempre amamos zoar, e deixar ele louco? Ele se deu ao trabalho de vir ao hospital especialmente para me visitar. Muito bonito da parte dele, né?
            Ele sentou do meu lado e estava muito interessado e saber como eu estava e me desejou melhoras do fundo do coração. Ele foi tão simpático e amigo.

            Mas, sabe Eran, no que eu estava pensando durante todo o tempo que ele esteve aqui?

            Eu pensei em tudo que fizemos pra ele em todos esses anos: as piadas, a zoeira, as atrapalhações. Como zombávamos dele, como ridicularizávamos ele, como ríamos dele pelas costas (e as vezes, também pela frente...).

            Teve uma hora na visita que eu simplesmente não agüentava mais. Queria parar e pedir desculpas pra ele por tudo.

            Não fiz isso.

            Tive vergonha.

            Quando nos despedimos ele me deu uma caixa de chocolates doces de presente.

            Sim, eu os comi.

            “Como estavam?” – você deve estar perguntando.

            De forma alguma estavam doces.

            Estavam amargos.

            Muito.

            Pensei comigo mesmo que precisava ir até ele antes de Rosh HaShana pra pedir desculpas, por tudo.

            Pensei de novo.

            Não sei se vou durar até Rosh HaShaná.

            Daí eu pensei no Arik.

            Nós éramos os melhores amigos. Crescemos juntos, fizemos de tudo juntos. De verdade – como carne e osso. Até que chegou aquela briga.

            Agora eu nem sei por que ela começou.

            Você entende, Eran, tínhamos uma amizade linda que acabou por causa de uma briga idiota sobre uma coisa sem importância. Onde, em qualquer lugar do mundo, eu posso encontrar ele agora? Ouvi que ele foi com seus pais pra uma shlichut nos EUA por um ano. Mas isso já faz 5 anos. Desde então não ouvi nada dele.

            Mas tem uma coisa que por causa dela eu realmente, mas realmente, me arrependo. É a Michali, minha irmã pequena. A única.

            A verdade é que eu nunca fui muito bom com ela. Muitas vezes quando eu chegava em casa, ela pedia para eu brincar com ela, que eu lesse alguma história. Mas eu nunca tinha tempo pra ela. Sempre estava “ocupado”. Nunca me interessei por como ela ia na escola, o que acontecia com ela. Sempre tinha coisas “mais importantes” pra fazer.

            Ela tinha tanto orgulho de mim, de seu irmão grande (eu tenho 8 anos a mais que ela) essa menina doce. Mas eu nunca retornei este amor do jeito que devia.

            Ai, Eran, o que eu não daria agora, pra sentar do lado dela, abraçar ela, contar uma história ou simplesmente brincar com ela. Como eu queria estar no Bat Mitzvá dela.

            Meu pai deve chegar a qualquer instante pra passar a noite comigo. Falei pra ele que não precisa e que eu me viro sozinho, mas ele e minha mãe fazem questão de toda noite ficar comigo (eles fazem um rodízio pra ver quem vai ficar comigo e quem com a Michal, em casa). Eles foram tão bons e dedicados comigo durante essa época difícil, que eu não sei como, em alguma hora, poderei retribuir pra eles essa bondade.

            Eu tenho certeza que pra eles, essa também não foi uma época fácil. Parecem como se tivessem envelhecido dez anos nela. No rosto de minha mãe surgiram rugas, e nos cabelos de meu pai, velhice.

            Eu tenho que te contar mais uma coisa Eran.

            Ontem à noite, minha mãe ficou comigo no hospital. Não sei se ela chegou a dormir, pois toda hora eu a via lendo tehilim. De repente eu acordei. Ouvi ela rezando em voz baixa. Ela não sabia que eu estava acordado e prestando atenção. Mas eu consegui ouvir uma parte de suas palavras: “Senhor do mundo, eu me lamento frente a você...Não me pegue o menino...ele ainda é tão jovem...Se ele precisa morrer...eu dou meus anos pra ele...”.

            Fiquei bobo.

            Não sabia como reagir. Fingi que estava dormindo. No dia seguinte não falei uma palavra sobre o assunto.

            A verdade Eran, é que eu tenho um aperto muito grande no coração. A minha bússola me repreende tanto, porque também, com meu pai e minha mãe, nunca me comportei como devia. Não lhes dei o respeito que mereciam, não prestei atenção ao que diziam. Sempre senti como se eu entendesse as coisas melhor do que eles. Como se eles fossem “velhos”, “pesados”, pertencentes a uma geração ultrapassada.

            Ai, esses pensamentos me deixam louco.

            Nós tínhamos muitos planos juntos, Eran. Queríamos no verão fazer um passeio de praia em praia pelo norte. Fazer rapel nos penhascos de midbar yehudá, e “desbravar” o Golan. Também tínhamos planos a longo prazo. Se alistar na Tzavá, estudar (dessa vez, de verdade...), construir uma família (eu tenho certeza que nada no mundo ia deixar minha mãe mais feliz do que me ver alegre debaixo da chupá)... Queríamos fazer muita coisa grande na nossa vida.

            Eu lembro como trabalhamos, nós dois, pra fazer um livro de memórias pro Doron. Depois que nós saímos do choque da sua morte num acidente de carro. Pensamos sobre um modo qualquer de eternizar ele e decidimos editar um livro em sua memória. Um livro com pensamentos e discursos, coisas que ele escreveu e coisas que escreveram sobre ele. A gente queria que ficasse uma lembrança, qualquer que fosse, dele. Mas você com certeza se lembra, do que eu te disse então, que não me fazia nenhum sentido que do Doron, o cara mais alegre e cheio de vida que eu conheci, pudessem sobrar só umas folhas frias, fotos e lembranças...

            Agora eu penso em mim mesmo.

            Não. Não. Não.

            Eu não quero que o que sobre de mim seja só um livro.

            Eu quero viver!

            Eu ainda tenho tanta coisa pra fazer no mundo. Tanta coisa pra consertar. Tanta coisa que eu preciso fazer do jeito certo.

            Levantei da cama e puxei atrás de mim o suporte da infusão até a janela. Olhei pro saquinho que estava pendurado nele, pingando gota após gota, como se representasse o relógio da minha vida, que vai e escorre.

            Olhei pela janela. O relógia marcava meia noite. Silêncio na cidade, e o braço das estrelas brilhando envolvia a cidade. Pensei comigo mesmo, quantas pessoas estão dormindo agora em paz nas suas camas, saudáveis e inteiros, e não valorizam o suficiente o presente da vida. A oportunidade valiosa que eles têm nas mãos deles.

            E eu que finalmente consigo entender. Eu não tenho mais essa oportunidade...

            O rádio do lado da minha cama estava ligado todo o tempo, tocando músicas tranquilas. De repente meus ouvidos captaram a letra duma música que tocava. Uma música conhecida, mas que descrevia tão bem o que eu sentia naquela hora, que eu sou obrigado a escrever pra você algumas palavras dela:

 

Com essas mãos ainda não construí uma aldeia

Ainda não encontrei água no meio do deserto

Ainda não desenhei uma flor, ainda não sei como

O caminho me leva e para onde eu vou

 

Ainda não plantei grama, ainda não levantei uma cidade,

Ainda não plantei vinhedos sobre todas as montanhas da cidade

Ainda não fiz tudo, assim com as minhas mãos

Ainda não experimentei tudo. Ainda não amei o suficiente

(Od lo hakol nissiti. Od lo ahavti dai)

 

Ainda não levantei uma tribo, ainda não compus uma música,

Ainda não vi cair neve durante a colheita

Ainda não escrevi minhas memórias

Ainda não construí a casa dos meus sonhos

 

            Olhei para as minhas mãos, as minhas mãos que uma vez foram sadias e fortes, agora furadas cheias de infusões. “Beele haidadaim... od lo ahavti dai” (“com essas mãos... ainda não amei o suficiente”).

            Eu vou te contar uma coisa Eran, que talvez não te pareça real, mas me acredite. Nessas horas as pessoas já não mentem mais.

            A verdade é que eu não tenho medo de morrer.

            A verdade é que não me importaria tanto largar esse mundo e passar para um mundo onde tudo é bom, apesar de eu só ter 17 anos, se eu pudesse ter a tranquilidade de espírito, e a certeza de que eu fiz o que eu realmente precisava fazer! Que eu aproveitei a oportunidade que eu tive.

            Mas agora, quando eu chego nesse instante, e olho para minha vida atrás, eu percebo quantas coisas eu precisava ter feito diferente! No que diz respeito a minha ligação com meus pais, com a minha irmã, com os meus amigos, os vizinhos, os professores...

            Com D-us...

            Você sabe Eran, já faz muito tempo que eu não posso ir num Beit HaKnesset e rezar com minian. Todo esse último mês eu coloquei o Tfilin e rezei sozinho no meu quarto no hospital. Talvez vá te soar engraçado, pois você me conhece e sabe como que por todos esses anos me custava pra levantar de manhã pra rezar com minian. Eu não era um cara que se entusiasmava com isso. E quando eu ia na tfilá, também estava sempre atrasado e até mesmo no que diz respeito a rezar com kavaná (devoção) eu não era um modelo de exemplo.

            Mas ontem de manhã quando eu coloquei o tfilin sozinho no quarto, de repente, eu senti tanta saudade de rezar junto com todos, de responder em voz alta pro kadish e pra kedushá. Da kriat Hatorá, da tfilá verdadeira do fundo do coração junto com todo o tzibur (congregação).

            Você sabe Eran, que o estudo da gmará nunca foi “o amor da minha vida”. Eu sempre aproveitava qualquer chance pra fugir dos sdarim (aulas) da yeshivá. Mas agora, ai, como me faz falta. Sentar no beit midrash e estudar simplesmente um daf de gmará, ler a parashat hashavua com o Rashi. Ou até mesmo ouvir um shiur do nosso More. Você pode acreditar?

            Você me conhece Eran, sabe que eu sempre fui um cara supérfluo, um desses que “leva” a vida, que não se emociona com o que acontece, que aceita as coisas como elas são. Nem sempre me preocupei em esclarecer bem as coisas, me aprofundar nas coisas e compreendê-las de verdade. Eu não tenho dúvidas de que me foi mais fácil e me comportar do modo como me comportei, mas por outro lado, eu penso sobre tudo que desperdicei.

            Como eu queria agora estar na rechava do kotel hamaaravi (a esplanada na frente do kotel), me apoiar nas suas pedras e colocar entre elas um bilhete com um pequeno pedido pro Criador do mundo. Um pedido de uma outra vida. Diferente daquela que eu tive...

            Não me entenda mal Eran. Eu devo agradecimentos a vida que eu tive. Sobre tudo que ganhei. Justo agora, eu percebo o quanto eu tenho de agradecer por toda a prosperidade que eu ganhei, e que até agora eu me relacionava com ela, como se ela fosse uma coisa óbvia por si só. A linda família que eu tive, os meus amigos, os professore, as forças e preparos que eu ganhei (e não aproveitei eles como devia...), a inteligência, a saúde, tudo! Até mesmo as coisas mais rotineiras, que talvez, justo por serem comuns a gente não valoriza como deveria – a possibilidade de respirar o ar puro, olhar o azul do céu, ouvir o pio dos pássaros, se surpreender, experimentar, sentir, amar.  Simplesmente, viver!

            Também penso comigo mesmo que se só tivesse um pouco mais de tempo, mais um ano, mais um mês, ou até mesmo mais uma semana, tanta coisa eu poderia fazer diferente. Mas eu simplesmente fui um bobo.  Um cara jovem e metido que acha que tem o mundo em suas mãos. Que tem certeza de ter mais dezenas de anos pela frente, e que nada irá desaparecer.

            Agora eu sei Eran, que nesse mundo ninguém tem uma apólice de seguro. A vida é um presente precioso demais. Temos de aproveitar cada gota dela. Tenho certeza que se durante toda a minha vida eu tivesse a perspectiva que eu tenho agora, muitas coisas eu teria feito totalmente diferente.

            Não tenho mais forças pra escrever, e eu também não quero te cansar com coisas compridas. Uma coisa eu te peço, Eran. Me prometa que as coisas que eu te escrevi entrarão bem no fundo do seu coração. Eu não tenho mais a oportunidade de viver diferente.

            Mas você, ainda pode.

            Eu te escrevo, Eran, no fundo eu te peço, que mostre essa carta ao maior número de pessoas. Pra que entendam o que eles tem nas mãos, pra que valorizem o que ganharam, que não achem que as coisas são óbvias por si sós. Que vivam de verdade a vida até o fim e a aproveitem em todos os sentidos, pra que quando chegue a hora que eles precisem abandonar esse mundo não acompanhe com eles o sentimento horrivelmente azedo de tudo que eles desperdiçaram, de tudo que eles poderiam ter feito de forma diferente...

            Eu sinto muito, Eran, essas últimas palavras estão meio borradas. Estas são as minhas lágrimas que escorrem por si sós. Sim, eu choro, e não tenho vergonha disso. Eu sou feliz e agradeço tudo que tive, mas que me dera que eu pudesse fazer as coisas melhor. Me consolará saber que as minhas palavras entrarão no teu coração e graças a elas você viverá a sua vida um pouco diferente.

 

Com amor eterno

 

Seu sempre Amigo,

Udi

Makom

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Tel: (11)33849804

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