Você acredita em Olho gordo?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E o olho gordo se foi...

Será que fitinhas vermelhas, Chamsas e Mezuzot são escudos eficientes contra o OLHO GORDO?   

Não existe alguém nessa vida que nunca tenha visto a pulseirinha vermelha. Seja na mão da Madonna, no tornozelo da Demi Moore ou no carrinho de bebê do filho da Adriane Galisteu.

 

Qual é o significado do fio vermelho?

 

 Um dos itens requeridos para construir o Mishkán, Tabernáculo portátil que acompanhou o povo judeu pelo deserto era o fio de lã vermelho (Êxodo 26:1). A tinta vermelha provinha de um tipo de minhoca, ensinando-nos que até a mais humilde das criaturas possui um papel na residência de D-us e nesse mundo. Desde então, o fio vermelho no pulso tinha a função de nos lembrar de obter inspiração divina e melhorar nossos atos.

 Desafortunadamente, como com tantas outras coisas, o significado do fio vermelho foi corrompido e mal interpretado. Em vez de ser uma lembrança para voltar à terra, quando nos centramos somente em nós mesmos, se converteu em um amuleto, um escudo protetor.

Supõe-se que o pequeno fio vermelho pode nos proteger de doenças, roubos, acidentes. Pode nos conseguir um trabalho, uma esposa e até um bebê.

 Sendo assim, tudo o que você precisa é comprar muito fio vermelho, contornar com ele o túmulo de nossa matriarca Rachel, recitar algumas bênçãos e “voilá”: temos um talismã mágico! No entanto, isso é uma violação da Torá e está muito longe de seu objetivo original.

 

 

Olho gordo ou Ain Hará?

É todo pensamento ruim que sai através do olho causando o mal a uma pessoa ou a um objeto. Cabe esclarecer que, não é o olho em si que faz o dano, o olho é o meio pelo qual a vontade ou pensamento da pessoa que causam o dano, são expressos.

 

O Rav itzchak Pacha, em seu livro Olei Ain (livro com autorização do Rav Ovadia Yossef, Rav Mordechai Eliahu Shlita e Rav Shalom Nassas) afirma que o olho gordo existe e que ele pode vir de três fontes: de uma pessoa doente, de uma pessoa que tem más qualidades como raiva, tristeza e etc. De acordo com o Zohar, da força das impurezas, onde a força da Tumá se veste na pessoa e sai pelo olho, fazendo os danos.

 

Existe um conceito no Zohar que explica a diferença entre Raia, algo que você enxerga de um jeito profundo e Istaklut, uma coisa que você só observa.

 

Se a pessoa simplesmente observa e não contempla o objeto de modo que, ao lembrar-se do objeto consiga visualizá-lo com detalhes e lembrar-se do objeto com clareza, o Ain Hará lançado não terá efeito sobre a “vítima”.

 

 Ao cobiçar algo do próximo, tanto bens materiais quanto espirituais, criam-se forças negativas (pois está fazendo uma Averá- má ação) que influenciam no atingimento e resultado dos objetivos. Da mesma forma, ao expor de uma forma abusiva ou exagerada suas posses, tanto materiais quanto espirituais, mais a pessoa atrairá o Ain Hará.

 

 

Por isso, Rav Itzchak aconselha a não comentar coisas ou acontecimentos antes que os mesmos se concretizem, pois estas forças negativas influenciam no resultado.  Por outro lado, nossos Chachamim defendem que o Olho Gordo, assim como as outras forças negativas, influenciam nossa vida com a mesma intensidade em que nelas acreditamos. Se acreditarmos que D-us está acima disso e que pode tudo, inclusive neutralizar o Olho Gordo, este não nos prejudicará.

 

 

 Nos batentes de suas portas

Da mesma forma, de acordo com as pessoas, à mezuzá foi também imbuída de poderes especiais. O mandamento de posicionar as palavras de D-us “Nos umbrais de tuas portas” constituí para nós, literalmente, uma lembrança. “Escuta, Ó Israel, o Senhor é nosso D-us, o Senhor é um”. É a afirmação diária de nossa crença em D-us, nossa declaração de que D-us dirige o mundo, e a expressão de nosso compromisso em seguir as leis que D-us nos deu.

No entanto, a mezuzá foi transformada em um amuleto de boa sorte que nos protege dos maus augúrios. Consideramo-la como uma pata de coelho (o que nunca representou muita sorte na vida do coelho). Alguns usam a mezuzá como um pendente ou como um enfeite, e outros a colocam em seu carro. Enquanto isto, para alguns, pode ser uma maneira bonita de expressar sua identidade judaica, não está relacionado com o mandamento de “Coloca estas palavras nos umbrais de tuas portas”.

 No Guia dos perplexos, Maimônides inclui especificamente o uso de amuletos e fetiches em sua definição de idolatria. Atribuir a estes itens poderes especiais dilui a verdadeira fonte do poder absoluto, que é D-us. Muitas pessoas que usam fios vermelhos têm problemas e também existem muitas histórias de pessoas que  possuíam lesões ou adoeceram e depois de começar a usar a pulseira se curaram. Com certeza, não é uma coincidência, mas tampouco podemos acreditar que só a fitinha vermelha os tenha curado magicamente.

“Todos estes símbolos são lembretes de que tudo provém de D-us.”

 Nós, judeus, não batemos na madeira, nem jogamos sal sobre nossos ombros.  Talvez não devêssemos passar por debaixo de escadas por questões de segurança. Então, sintamo-nos seguros de deixar que um gato preto cruze nosso caminho. Usemos um fio vermelho, se assim o desejarmos para recordar a nossa Matriarca Rachel e sua santidade, ou para lembrar que devemos ser humildes, mas não para outras coisas.

A verdadeira utilidade destes símbolos 

 Tenhamos certeza de que a mezuzá nos batentes de nossas portas é Kasher, pois do contrário não estaríamos cumprindo a mitsvá de “Coloca estas palavras nos umbrais de tuas portas”. Toquemos a mezuzá ao passarmos como um lembrete de que as palavras de D-us nos guiem em nossas vidas ara o sucesso.

 Utilizemos uma Chamsá como lembrete para evitar contar bravatas,  despertar o ciúme,  invejar as realizações e êxitos dos outros e não desejar o que lhes pertence.

É isso que todos estes símbolos devem trazer: lembretes de que tudo vem de D-us. Toda a proteção, êxito, toda benção e até todo fracasso provém de uma Única Fonte sendo o verdadeiro papel de tais símbolos um meio para invocar a força divina.

Makom

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